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26/09/2014 | Notícias
Certificação: Um Processo Inevitável

Segundo o presidente do SINDAG, Nelson Antônio Paim, o objetivo da entidade é fazer com que cada vez mais operadores aeroagrícolas adiram ao programa Certificação Aeroagrícola Sustentável (CAS). Para ele, a iniciativa é hoje um dos principais instrumentos do setor para elevar o nível técnico e a segurança da aviação agrícola brasileira e, ao mesmo tempo, mostrar à sociedade que o avião é uma das ferramentas mais seguras e necessárias à produção agrícola do País, principalmente no que diz respeito ao cuidado ao meio ambiente.

“Acreditamos que a certificação é um processo inevitável, já que há uma tendência dos próprios clientes passem a exigir o selo de qualidade sustentável”, avaliou Paim. “O ideal era que todas as empresas e mesmo os operadores privados (produtores ou cooperativas proprietários de aviões) se certificassem”, completou.

A fala do presidente deu o tom da abertura do Congresso Sindag Mercosul (Congresso Nacional de Aviação Agrícola e XXIII Reunião do Comitê Executivo Aeroagrícola do Mercosul), que ocorreu de 20 a 22 de agosto, em Foz do Iguaçu, no Paraná e reuniu participantes de 12 países. “O caminho é nos qualificarmos sempre mais e mostrar aos clientes e ao público que temos uma atitude profissional e responsável. Tanto com os resultados para a produção como para a segurança operacional e ambiental”, ressaltou o Paim na solenidade.

O discurso foi o mesmo na entrega dos certificados às 20 primeiras empresas que conquistaram o selo de Nível 1 do CAS. A movimentação ocorreu logo depois da abertura do Congresso, no estande da Associação Nacional de Defesa Vegetal (ANDEF), ao lado do espaço do SINDAG. O sindicato aeroagrícola ainda reforçou a parceria com a ANDEF (que tem trabalhado forte para promover o programa) em uma reunião que ocorreu no dia 22. O encontro foi com a coordenação e corpo técnico do CAS e aconteceu no estande do SINDAG dentro do Congresso.

OBJETIVOS E ETAPAS

Apoiado pelas duas entidades, o programa de certificação é coordenado pelas universidades Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (FCA/Unesp-Botucatu), Federal de Lavras (UFLA) e Federal de Uberlândia (UFU). O objetivo é incentivar a capacitação e a qualificação de empresas de aviação agrícola e de operadores aeroagrícolas privados. A estratégia é aprofundar os conceitos de responsabilidade e sustentabilidade nas operações, melhorando a qualidade das pulverizações e reduzindo os riscos de impacto ambiental.

Nível 1, cujas primeiras certificações foram entregues agora, abrange toda a documentação para comprovar que o operador está com suas obrigações legais em dia e habilitado a prestar serviços de aviação agrícola - vale lembrar que a aviação é o único meio de pulverização com legislação própria no Brasil.

Já o Nível 2, pelo qual as 20 primeiras certificadas devem ter ainda neste ano uma capacitação dos responsáveis técnicos, com um curso em dois módulos: Qualidade da tecnologia de aplicação e Planejamento e responsabilidade ambiental.

No Nível 3, o foco serão os equipamentos e instalações. As empresas deverão comprovar a conformidade, a funcionalidade e a qualidade dos equipamentos de pulverização e das instalações utilizadas, a partir de inspeções in loco.

A CAS é um programa voluntário – inscreve-se quem quiser. Mas também é um diferencial para os operadores perante o mercado. “Quem ganha é a sociedade já que o processo de certificação obedece a altos padrões técnicos", explica o coordenador do projeto e professor da FCA/Unesp, Ulisses Rocha Antuniassi. Segundo ele, outras pelo menos 20 novas empresas já se inscreveram para o Nível 1 do CAS. “O objetivo é que o projeto esteja sempre andando, com operadores indo para o próximo nível e outros entrando nos níveis anteriores.”

Para o Nível 1, a taxa anual é de R$ 300 por empresa. No Nível 2, o valor sobe para R$ 3 mil anuais. Já no Nível 3, o valor é de R$ 3 mil para cada dois anos. Os valores cobrem o custo de manutenção do programa, que é independente. Para o gerente de Educação da ANDEF, Fábio Kagi, trata-se de um processo sem volta. “O próximo passo é o mercado começar a exigir a certificação”, comentou, compartilhando a posição de Paim, ao se referir a usinas de canas e outras empresas ligadas à produção agrícola.

 

CONFIRA UMA DAS 20 PRIMEIRAS CERTIFICADAS:

PRECISAO AEROAGRÍCOLA LTDA
Catalão/GO
 
Fotos:
 
 
 
Fonte: Portal do Sindag
 
 
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